março, 2023

Elas com elas

Por Anna Cláudia Passani Ferreira

No post anterior, destaquei a presença das mulheres no início do curso de Medicina no Brasil. Agora, quero apresentar os nomes de algumas Mulheres da área da Saúde, não só do Brasil, desde o início dos anos 1900 até agora, incluindo o difícil período da pandemia de Covid-19: 

 

Gerty Cori (1896 – 1957) – A primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, por suas descobertas sobre o Diabetes. Em 2004, foi homenageada pelo seu trabalho no esclarecimento de questões sobre o metabolismo de carboidrato.

Nise da Silveira (1905 – 1999) – Uma das primeiras médicas do Brasil, ela lutou pelo tratamento humanizado em manicômios, implementando a Terapia Ocupacional e as artes plásticas no tratamento psiquiátrico.

Gertrude Elion (1918 – 1999) – Desenvolveu o primeiro medicamento para tratar a leucemia e fármacos para o tratamento da malária, gota e herpes viral.

Zilda Arns (1934 – 2010) – Fundadora das pastorais da Criança e da Pessoa Idosa, lutou para salvar a população carente de problemas como mortalidade infantil, desnutrição e violência familiar.

Patrícia Bath (1942 – 2019) – Referência mundial em oftalmologia. Desenvolveu a cirurgia de catarata por laser. Promoveu o cuidado da visão na população mais vulnerável nos EUA, numa época de grande segregação racial.

Françoise Barré-Sinoussi – Descobriu o vírus HIV e ganhou o Prêmio Nobel. Desde então, trabalha para melhorar as condições de prevenção, cuidados e tratamento da AIDS.

Mariângela Simão – A médica brasileira é diretora-geral-adjunta para Medicamentos e Vacinação da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora-adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2022, coordenou uma verdadeira força-tarefa nas questões envolvendo medicamentos, vacinas e alcance de informações, na tentativa de combater a propagação do coronavírus. Sua prioridade são as questões humanitárias.

Jacqueline Goes e Ester Sabino – Estas cientistas brasileiras coordenaram o grupo de pesquisa que sequenciou, em tempo recorde, o genoma do coronavírus no Brasil. Foram apenas 48 horas e ainda utilizando uma metodologia de baixo custo. Jacqueline é biomédica e pós-doutora em Medicina Tropical na USP. Ester é imunologista e coordena um centro de parceria entre Brasil e Reino Unido para estudo de arbovírus.

Sue Ann Costa Clemens – Médica infectologista que liderou os estudos em torno da vacina Oxford-AstraZeneca no Brasil.

Angelique Coetzee – Médica que detectou o primeiro caso da variante Ômicron e Presidente da Associação Médica da África do Sul.

Nísia Verônica Trindade Lima – Foi presidente da Fundação Oswaldo Cruz entre 2017 e 2022, sendo a primeira mulher a ocupar esse cargo em 120 anos da instituição. Em 2023, tornou-se Ministra, sendo a primeira mulher a chefiar o Ministério da Saúde. Na Fiocruz, liderou as ações durante a pandemia e coordenou operações muito importantes, como a instalação de um centro hospitalar, ensaios clínicos da vacina Oxford-AstraZeneca, organização de ações emergenciais junto a populações vulneráveis e muitas outras.

Myrian Krexu – Aos 34 anos, é a primeira cirurgiã cardíaca indígena do Brasil. Atualmente, realiza projetos com as comunidades indígenas.

Mariana Perroni – Palestrante do TEDx em tecnologia e saúde. É a única médica na América Latina no Clinical Lead, do Google. Foi diretora médica de inovação e saúde digital do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e primeira médica da IBM Watson Health na América Latina.

Margareth Dalcolmo – presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo é a nova embaixadora do movimento nacional pela vacinação. Médica pneumologista, é considerada uma das principais especialistas na área da saúde e referência no combate à Covid-19. Doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Margareth é a nona mulher a se tornar membro da Academia Nacional de Medicina.

Natália Pasternak –  Ph.D. em microbiologia, escritora e presidente do Instituto Questão de Ciência. Atua como professora e pesquisadora na Fundação Getulio Vargas, na escola de Administração Pública, e na Universidade de Columbia (EUA), no Departamento de Ciência e Sociedade e na Escola de Relações Internacionais e Políticas Públicas (SIPA) . Natalia Pasternak se tornou um rosto muito conhecido por  esclarecer pontos importantes sobre o vírus em seguidas entrevistas para telejornais. Incisivamente, Pasternak vem lutando contra o negacionismo em relação à ciência. 

Pois é!!! Exemplos do Feminino no Mundo: uma força que move, guiando as relações entre a Vida e o Mundo das Pessoas, fazendo-nos Refletir a respeito do benefício, da tolerância, do altruísmo…, das mudanças Vitais na área da Saúde.

 

Fiquem com meu abraço!!!

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