maio, 2023

Acupuntura como Alternativa

Por Anna Cláudia Passani Ferreira

Antes de apresentar alguns dos tratamentos alternativos aliados à medicina convencional, é preciso atestar que nos sistemas tradicionais de medicina alternativa, existe uma construção em torno da ideia de que existe algum tipo de força vital que afasta as doenças. Logo em seguida, então,  as enfermidades específicas são tratadas, para haver um balanceamento dos elementos ou desbloquear o fluxo de energia – tudo para levar o corpo de volta ao seu estado natural de equilíbrio.

São sistemas já integrados, por exemplo, ao Sistema Único de Saúde (SUS), com o nome de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS).  são terapias oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar, geralmente, doenças crônicas, como hipertensão e depressão. As PICS são complementares porque, em termos ideais, devem ser prescritas como “um tcham a mais” junto à terapia convencional.

Hoje, há 29 terapias desse tipo oferecidas pelo SUS. Algumas, que envolvem atividade física, meditação ou o uso de plantas medicinas (fitoterapia) podem ter efeitos mensuráveis e cientificamente comprovados sobre a saúde humana, ainda que sua aplicação por “terapeutas” sem formação formal em medicina, educação física ou psicologia/psiquiatria traga riscos. Muitas das demais, no entanto, apelam para forças, “energias” ou conceitos anatômicos (como os “meridianos” da acupuntura), cuja existência carece de base científica.

Consequentemente, e a partir do texto anterior, mencionei  que são inúmeras as modalidades para os tratamentos alternativos.  Confira, agora,  uma das mais conhecidas: Acupuntura. 

A história da acupuntura remete há mais de 2 mil anos e integra as práticas da Medicina Tradicional Chinesa, conhecida como MTC.  É um recurso terapêutico que utiliza agulhas específicas visando estimular determinados pontos pelo corpo, para promoção, manutenção e recuperação da saúde. No Brasil, desde 1995, a acupuntura é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como especialidade médica e já faz parte da lista de Práticas Integrativas Complementares, do Ministério da Saúde

Seus procedimentos envolvem a estimulação de pontos no corpo, a partir da inserção das agulhas de acupuntura, o que estimula o sistema nervoso a liberar substâncias químicas nos músculos, na medula espinhal e no cérebro. Assim, essas substâncias irão alterar a experiência da dor ou desencadearão a liberação de outros produtos químicos e hormônios que influenciarão o próprio sistema de regulação interno do corpo. Haverá, então, um equilíbrio energético e bioquímico produzido pela acupuntura, estimulando as habilidades naturais de cura do corpo, ajudando a promover o bem-estar físico e emocional.

A acupuntura é utilizada em tratamentos relacionados à tensão, estresse e condições emocionais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a utilização da acupuntura nos seguintes tratamentos: Distúrbios digestivos: gastrite e hiperacidez, constipação e diarreia; Distúrbios respiratórios: sinusite, dor de garganta, bronquite, asma e infecções pulmonares recorrentes; Distúrbios neurológicos e musculares: dores de cabeça, tiques faciais, dor no pescoço, neurite de costela, ombro congelado, cotovelo de tenista, tendinite, dor lombar, ciática e osteoartrite.

 Além disso, os efeitos do tratamento ajudam a aliviar dores crônicas, como dor lombar e joelho, reduzir a frequência de dores de cabeça tensionais, prevenir dores de cabeça da enxaqueca, dor pós-operatória, cólica renal, artrite reumatoide e dor ciática.

A acupuntura, também, é usada na medicina veterinária em gatos, cães e cavalos, por exemplo.

Logo, a técnica pode ajudar a reduzir estresse, ansiedade, depressão, insônia, impotência, alterações menstruais ou hormonais e problemas imunológicos. Vale ressaltar que o tratamento deve ser realizado por profissional autorizado;  já se vão mais de  20 anos de discussão sobre quais profissionais podem exercer a acupuntura. A partir disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou que acupunturiatras especializados, dentistas e veterinários, cada qual em sua área de atuação, estão habilitados a praticá-la por se tratar de um procedimento médico.

Portanto, se você for recorrer a tratamentos alternativos, não se esqueça de pesquisar bem a respeito do profissional que vai atendê-lo.

 

Espero que tenham gostado!

Até a próxima!

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Fonte: Hospital Albert Einstein/ Ministério da Saúde/ Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo/ Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa (NIH)/ Academia Americana de Acupuntura Médica (AAMA)

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